quinta-feira, 7 de julho de 2011

As Deusas de Hollywood: Rita Hayworth (Parte 3)





Edward C. Judson era um mistério, e apareceu misteriosamente na vida de Rita Cansino, logo que ela foi "dispensada" pela 20th Century Fox. Prometendo transformá-la numa estrela, Judson conseguiu o consentimento de Eduardo e Volga, e logo começou seu trabalho, conseguindo-lhe um papel no filme Meet Nero Wolfe (1936), na Columbia




Em seguida, ela fez Rebellion (1936):




Apesar de aparecer no vídeo como Rita Hayworth, ela ainda fez esse filme como Rita Cansino. Em 1937, ela faria mais filmes desse estilo (Classe B), como Old Louisiana:




Outro, de 1937, foi Hit The Saddle:




Trouble in Texas (1937):



Mas Judson percebeu que não havia futuro nesses filmes Classe B, para Margarita. Assim, começou a trabalhar no sentido de que o chefão da Columbia, Harry Cohn (1891/1958) contratasse a estrela definitivamente.  




Cohn aceitou a contratação, mas não queria que a atriz se chamasse Rita Cansino. E, como Volga tinha um irmão famoso, chamado Vinton Haworth (1906/1970), pensou-se em usar esse sobrenome. Mas Harry Cohn fez com que pusessem o Y no nome. Assim, nascia Rita Hayworth, em 1937, na mesma época de seu casamento com Judson. Ela tinha 18 anos e ele tinha mais de 40, sendo até mais velho que Eduardo Cansino...




Judson tratou de providenciar vários filmes para sua jovem esposa, bem como cobrar dos pais dela os honorários pelos anos em que ela dançou com o pai, promovendo um lento afastamento da estrela com sua família.Rita fez Criminals of the Air, Girls Can Play, The Game That Kills, Life Begins With Love, Paid To Dance e The Shadow. Todos em 1937. Abaixo, Rita (no centro) com as atrizes Julie Bishop e Patricia Farr em Girls Can Play (1937):




E aqui, com o ator Charles Quigley, em The Game That Kills (1937):




Foi nessa época, também que Judson pediu a uma maquiadora e cabeleireira da Columbia, Helen Hunt, para fazer uma eletrólise em Rita. Esse processo, doloroso e lento, iria "subir" a linha dos cabelos de Rita, deixando-a ainda mais bonita. Também se propôs a pintura dos cabelos, tornando-os ruivos...Em 1938, ela fez o filme Who Killed Gail Preston? Abaixo, Rita e Robert Paige:




Você pode ver a cena em que Gail Preston (Rita) é assassinada, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2YWC1mS6Bhk


Depois ela fez o filme Special Inspector, There's Always a Woman, Convicted, Juvenile Court e The Renegade Ranger, todos em 1938. Abaixo, Rita em The Renegade Ranger:


Vo cê pode ver Renegade Ranger (1938), aqui: http://www.youtube.com/watch?v=mXzJRZamCUg (uma hora de duração, em inglês). Essa era Rita Hayworth, em 1938, aos 20 anos de idade:



domingo, 3 de julho de 2011

As Deusas de Hollywood: Rita Hayworth (Parte 2)

O ano era 1935, e Margarita Cansino tinha 17 anos. Ela e seu pai se apresentavam no México, no Clube Caliente, em números de dança, o que fez com que ela fosse vista por muita gente do cinema. E seu tipo exótico atraiu a atenção de Winfield Sheehan (1883/1945), executivo da Fox Films.


Mesmo contrariando as opiniões de Louella Parsons (1881/1972), crítica poderosa de cinema, Sheehan convidou Margarita para realizar um teste, para ver se ela se saía bem em frente às câmeras. E, descobriu-se que a jovem mudava, diante das câmeras, com um sorriso que demonstrava que ali havia bem mais que uma jovem de 17 anos tímida. Assim, ela assinou um contrato de seis meses, e começou a ter aulas de impostação de voz, interpretação, natação, tênis e equitação, até para perder um pouco do peso que possuía. O importante era que ela tinha carisma. Também foi diminuído seu nome, de Margarita, para simplesmente Rita Cansino. E é como Rita Cansino que ela apareceu numa sequencia de dança, com Gary Leon (1906/1988), no filme Dante's Inferno (1935):


Apesar das falhas no som, é possível perceber a qualidade da dança, coreografada por Eduardo Cansino. Além de Rita e Gary, o filme teve, como astros principais, Spencer Tracy e Claire Trevor. E essa sequencia demorou muito tempo para ser gravada, já que Gary torceu o pé...

Apesar do fracasso do filme, a jovem dançarina e agora atriz sobreviveu, para fazer outro filme: Under the Pampas Moon, onde iria contracenar com Warner Baxter:




Ainda em 1935, Rita Cansino participaria do filme Charlie Chan in Egypt, no papel de Nayda, uma egípcia. Abaixo, Rita com a atriz Pat Paterson (1910/1978):




Repare que, até essa época, a imagem de Rita era de uma moça morena, tanto de pele quanto de cabelo, e talvez um pouco acima do peso. Essas características a tornavam exótica, mas não contribuíam para sua fama.


                          Acima, Rita Cansino em foto promocional do filme Paddy O'Day (1935). 


Nesse filme, Rita vivia Tamara, uma bailarina russa. A atriz principal do filme era a jovem Jane Withers (1926/), então com 9 anos:




Na foto acima, podemos perceber o que havia de magnético em Rita: o sorriso. E seu companheiro de tela, Pinky Tomlin (1907/1987) também percebeu, sendo que foi "escalado" como seu "namorado", para promover o filme, apesar de ser 11 anos mais velho que ela:




Enquanto isso acontecia, a "roda da fortuna" girava: Darryl F. Zanuck (1902/1979), produtor da Warner Bros, saiu da empresa, em 1933. Em seguida, fundou a  20th Century Films (1935), com Joseph Schenck (1878/1961) e William Goetz (1903/1969). E, ainda neste ano, comprou a Fox, criando a 20th Century Fox




Nessa época, Rita Cansino estava filmando Human Cargo e se preparando para fazer Ramona. Qual não foi sua surpresa quando descobriu que não faria mais Ramona, para o qual tanto estudara e ensaiara. "Foi a maior decepção da minha vida", diria depois. Ramona seria feita por Loretta Young, estreando em 1936...




Em seguida, ela foi dispensada pela 20th Century Fox...E é nesse contexto que entrou em cena Edward Judson...

sábado, 2 de julho de 2011

As Deusas de Hollywood: Rita Hayworth (Parte 1)

Eduardo Cansino nasceu em Castilleja de la Cuesta, na Espanha, em 1895. Ele e sua irmã Elisa eram dançarinos, como podemos ver na foto abaixo:




Eles eram parentes do escritor espanhol Rafael Cansinos Assens (1882/1964), que descobriu que a família era de origem judia. 


Eduardo, Elisa e o irmão Angel vieram para os EUA em 1913.E logo foram trabalhar no Ziegfeld Follies. Você pode saber mais sobre o grupo de danças dos Irmãos Cansino aqui:


 http://www.streetswing.com/histmai2/d2cansno.htm

* Ziegfeld Follies eram produções teatrais, criadas por Florenz Ziegfeld (1867/1932), e duraram de 1907 a 1931. Depois, viraram programa de rádio, que durou de 1932 a 1936.

E foi no Ziegfeld Follies que o dançarino Eduardo Cansino conheceu Volga Hayworth (1897/1945), em 1916. Ela pertencia a uma família norte-americana antiga, de origem irlandesa.

Os dois se casaram em 1917, e Eduardo exigiu que Volga passasse a ficar em casa. Ela logo engravidou e, em 17 de outubro de 1918, nasceu a primeira filha do casal, que foi batizada com o nome de Margarita Carmen Cansino.

A Família Cansino morava em New York, quando Rita nasceu. Seu pai queria um menino, mas mesmo assim, decidiu que ela aprenderia a dançar, assim como toda a sua família. E ela logo começou a freqüentar a academia de seu tio, Angel.

Em 1919, nasceu o irmão de Margarita, Eduardo Cansino Jr. e em 1922 nasceu o terceiro filho, Vernon Cansino. Margarita estava com 4 anos, quando o irmão caçula nasceu...

Aparentemente, tudo estava bem. Menos para Volga, que não se conformava com a vida do lar, longe dos palcos. Assim, ela começou a beber, e comportar-se de maneira estranha...Abaixo, os irmãos Cansino, na infância:


Logo, vieram outros irmãos de Eduardo, Elisa e Angel, para os EUA, e fizeram muito sucesso, no decorrer dos anos 20. E em breve, a pequena Margarita começaria a se apresentar na Companhia.

Em 1926, Eduardo Cansino levou sua família para a costa oeste. Hollywood era o seu destino...E logo, estavam aparecendo em filmes. Neste link, você pode ver Eduardo e Elisa Cansino dançando, no filme Anna Case in La Fiesta (1926): http://www.youtube.com/watch?v=tdrPoWZpD8s


Mas o tempo foi passando e, no final dos anos 20, musicais perderam o valor comercial, e a Família Cansino perdeu parte de seu prestígio. E Elisa queria cuidar de sua família, deixando Eduardo na mão. Mas, em 1929, a partner de Gabriel Cansino (filho de Elisa) quebrou a perna, e ele precisava urgentemente de uma substituta. Volga mandou Margarita, como substituta. E Eduardo viu a jóia que tinha em casa. Assim, resolveu abrir sua própria companhia de danças, ele estando com 36 anos e ela com 14 (1932). E se apresentavam no México, por ela ser menor de idade. Abaixo, pai e filha, em 1934:


Abaixo, Margarita em 1935, aos 15 anos, uma jovem tímida, obediente, que ficava horas esperando o início de suas apresentações com o pai, não tinha tempo para ser criança ou adolescente, vivia ensaiando passos de dança e tinha que ser pura em casa, ao mesmo tempo que se vestia como uma mulher adulta, para o palco:


Ao mesmo tempo em que se destacava na dança, Margarita começava a chamar a atenção para o cinema. Quem sabe ela poderia ser uma "latina" como o eram as três "divas" daquela época:


                                                             Dolores Del Rio (1905/1983)

                                                               Lupe Velez (1908/1944)

                                                               Lili Damita (1904/1994)

Margarita Cansino, aos 15 anos, prometia ser muito, ainda. Mas não estava pronta para disputar com aquelas "deusas" o título de "diva":


terça-feira, 28 de junho de 2011

As Deusas de Hollywood: Marilyn Monroe (Parte 5)

Em 1957, Marilyn Monroe estrelou o filme The Prince and the Showgirl, com a Direção e a participação de Laurence Olivier. Segundo ele a atriz teve um desempenho fantástico. Abaixo, os dois na capa da revista Life:




Infelizmente, neste mesmo ano, ela sofreu um aborto espontâneo. 




Em 1958, Marilyn voltou para Hollywood e participou de um dos filmes pelos quais mais será lembrada: Some Like It Hot, lançado em 1959, com Direção de Billy Wilder (1906/2002). Junto a ela, os astros Tony Curtis (1925/2010) e Jack Lemmon (1925/2001).  Abaixo, o trio de protagonistas:




Abaixo, cena do filme I Like It Hot, onde Marilyn canta I Wanna Be Loved You:




Logo depois das filmagens de I Like It Hot, Marilyn sofreu outro aborto. Apesar do filme ser um sucesso absoluto, e considerada uma das melhores (se não a melhor) comédias que já se fez, Billy Wilder se desgastou muito com Marilyn.




O próximo filme da estrela foi Let's Make Love, dirigido por George Cukor, com Yves Montand. Nessa época, Arthur Miller viajou para a Europa a negócios, e a mulher de Yves, Simone Signoret, também viajou para lá a fim de fazer um filme. Enquanto isso, Marilyn e Montand tiveram um rápido affair, mas que logo arrefeceu...Abaixo os dois, que fizeram um filme que não fez sucesso:




Marilyn já estava com 34 anos, e sua saúde começou a se deteriorar, sendo que ela começou a consultar um psiquiatra, o Dr. Ralph Greenson, e usar drogas contra insônia. E nessa época, Arthur Miller escreveu The Misfits, que seria filmado por John Huston, com a presença de Marilyn, Clarke Gable e Montgomery Clift:



Marilyn aumentava a dose diária de drogas cada vez mais, e chegou a ser internada, durante as gravações. E, assim como ela, Montgomery Clift e Clarke Gable também adoeceram. Para completar, o casamento de Monroe e Miller estava por um fio...Logo após o término do filme, eles se separaram. Em seguida, Clarke Gable morreu, e a viúva dele falou que foi de "tanto esperar", talvez se referindo à demora de Monroe, a cada dia, para as filmagens. Teve quem perguntasse a ela, se sentia-se culpada...




A dependência de álcool e drogas aumentava e, em 1961, saiu o divórcio de Arthur Miller e Marilyn. Depois, ela se internou, e passou a maior parte do ano de 1961 em clínicas de reabilitação. Em 1962, ela começou a filmar Let's Make Love, com Direção de George Cukor, e participação de Dean Martin e Cyd Charisse. Mas faltou várias vezes, devido à sua doença.




Em maio de 1962, Marilyn cantou Happy Birthday para o Presidente dos EUA, John Kennedy, causando muita polêmica sobre um possível caso entre os dois:




O vestido transparente, a voz doce (e suavemente drogada) e a resposta do Presidente ("Obrigado. Posso agora se aposentar da política depois de ter tido 'Happy Birthday' cantado para mim de uma forma tão doce e saudável."), ajudaram a criar essa polêmica.


Depois, ela voltou para os set de filmagem, e se deixou fotografar nua na piscina, para a revista Life. Esse fato provocou sua demissão do filme. 




Depois, ela apareceu na Cosmopolitan, bebendo champagne na casa de Peter Lawford (cunhado do Presidente Kennedy) e na Vogue (fotos de Bert Stern):




No dia 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua casa, aos 36 anos, por excesso de drogas. Houve a teoria de suicídio e a de assassinato, ligando-a ao Presidente John Kennedy e seu irmão Bob


Em seu túmulo, durante 20 anos, foram depositadas rosas vermelhas, três vezes por semana, por ordem de Joe DiMaggio, seu segundo marido...




Atualmente, Marilyn Monroe é um ícone. Já foi vivida por diversas atrizes, no cinema e na TV:


1) Catherine Hicks, em Marilyn: The Untold Story (1980):




2) Melody Anderson, em Marilyn & Bobby: Her Final Affair (1993);


3) Ashley Judd e Mira Sorvino em Norma Jean & Marilyn (1996);


4) Poppy Montgomery em Blonde (2001):




5) Holly Beavon em James Dean (2001);


6) Sophie Monk em The Mystery of Natalie Wood (2004);


7) Michelle Williams em My Week with Marilyn (2011):




8) Charlotte Sullivan em The Kennedys (2011):




Se eu escrever Marilyn Monroe no Google, terei 57.600.000 fontes de pesquisa. E se escrever no Google Imagens, terei 11.300.000 imagens. É um dos nomes que mais fontes possui. Até quadro de Andy Warhol ela virou:




E é copiada por inúmeras mulheres:


                                                                            
                                                                            Madonna




                                                                          Paris Hilton


                                         
                                                             Jessica Lowndes (90210)




                                                                 Lea Michele (Glee)


Mas Marilyn Monroe, só houve uma:



terça-feira, 21 de junho de 2011

As Deusas de Hollywood: Marilyn Monroe (Parte 4)

Corria o ano de 1953 e Marilyn Monroe tinha chegado lá: o olhar, o cabelo, o nariz, o sorriso e os filmes. Tudo estava pronto para uma carreira de sucesso. Só faltava um novo casamento, pois até o noivo ela já tinha: Joe DiMaggio, grande esportista norte-americano. Assim, em janeiro de 1954, os dois se casaram:


Os dois foram, em lua-de-mel, para o Japão, e ela aproveitou para se apresentar para tropas americanas, na Coréia:


De volta aos EUA, Marilyn fez os filmes River of No Return (um western, dirigida por Otto Preminger) e There's No Business Like Show Business. Abaixo, a estrela, no filme There's No Business:




O próximo filme de Marilyn foi The Seven Year Itch (O Pecado Mora ao Lado), que seria lançado em 1955. Mas uma das cenas mais famosas do filme, aquela em que o vento levanta a saia de Marilyn, foi rodada em New York, sob o olhar de muitas pessoas, inclusive Joe DiMaggio, seu marido, que não gostou. Os dois acabaram discutindo e acabaram se separando, após poucos meses de casados. Quem ganhou foi o público, principalmente o masculino:




Nesse filme, dirigido por Billy Wilder, Marilyn encarnou uma verdadeira "loira burra", que sabia que uma música era clássica porque não havia letra. E, tão grande foi o papel, que ela ficou marcada por esse personagem:




Em 1953, Marilyn havia conhecido o fotógrafo Milton Greene (1922/1985), criando uma amizade por ele. E foi Milton que incentivou Marilyn a sair da Fox, morar em sua casa e tentar dar novo rumo à carreira. Assim, em 1955, ela conseguiu entrar no famoso Actors Studio e começou a namorar o dramaturgo Arthur Miller (1915/2005). Abaixo, uma das fotos que Milton tirou de Marilyn, em 1954:




O professor de Marilyn, no Actors Studio, era Lee Strasberg (1901/1982), e ele disse que seu ator número 1 era Marlon Brando, e a número 2, era Marilyn. Nada mal para uma "loira burra"...Foi nesse "novo rumo" que ela fez o filme Bus Stop (1956), dirigida por Joshua Logan:




Eis a crítica do New York Times, sobre o filme e, principalmente, sobre Marilyn "Segure-se em suas cadeiras, todo mundo, e preparem-se para uma grata surpresa: Marilyn Monroe finalmente provou ser uma atriz. "




Marilyn Monroe e Arthur Miller se casaram em junho de 1956, ela com 30 anos e ele com 41 anos:




Até capa da Time ela foi, em 1956: