segunda-feira, 5 de setembro de 2011

As Deusas de Hollywood: Rita Hayworth (Parte 7)

Em janeiro de 1945, Rita teve uma triste notícia: sua mãe, Volga morreu, aos 48 anos. Abaixo: Rita, seus pais e seu irmão Eduardo Jr.:


Rita ficou inconsolável durante meses, e não perdoou Orson por estar em New York nesse momento tão crucial. Ela ficou tão triste, que mal deu atenção à estréia de Tonight and Every Night:




A situação entre Orson Welles e Rita Hayworth começou a piorar, e o casamento começou a esfriar, após a morte de Volga. E Orson logo se voltou às suas atividades. Para Rita, só restava trabalhar...e que trabalho!


Em meados de 1945, Rita Hayworth começou a gravar aquele que seria o filme de sua vida, sua marca registrada, seu passaporte para a eternidade: Gilda.




George Macready (1899/1973) é Ballin Mundson, um homem que salva outro, vivido por Glenn Ford;




Glenn Ford (1916/2006) é Johnny Farrell, o Narrador do filme. Sabemos que ele foi salvo por Ballin, quando estava em dificuldades. E que foi contratado pelo mesmo, para trabalhar em seu cassino. É um funcionário fiel, até que...




Rita Hayworth é Gilda, a nova esposa de Ballin, mas que já conhecera Johnny. Ela se diverte provocando-o, enquanto que ele sente um misto de amor e ódio por ela, que provavelmente o magoou, no passado...




O embate entre os dois chega ao cúmulo, quando ela ameaça fazer um strip-tease, somente para provocá-lo, e acaba ganhando um tapa dele por isso. O momento em que Rita tira a luva é antológico:


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Ballin precisa ausentar-se, e Farrell toma conta de tudo, inclusive de Gilda. Pensando que ele está morto, os dois acabam se casando, mas apenas para ela descobrir que ele quer maltratá-la. Ela foge, e vai se apresentar, para ganhar a vida:


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Após muitas idas e vindas, ambos descobrem que Ballin está vivo e, após vê-lo ser morto pelo copeiro (Steven Geray), finalmente podem ser felizes:




Aos 28 anos, Rita Hayworth não só alcançara o estrelato, como também a imortalidade: para todo o sempre, seria lembrada por seu papel em Gilda. Ela mesma reclamaria, tempos depois, de que os homens procuravam Gilda, e não a romântica Margarita Cansino...




Tudo no filme seria analisado, mais tarde: a "relação homoafetiva" entre Ballin e Farrell, o amor sadomasoquista entre Gilda e Farrell (Rita quebrou dois dentes de Glenn, numa cena de bofetadas), a sensualidade e os penteados da estrela, as canções que ela "cantou" (Rita foi dublada, em Put the blame on Mame e Amado Mio), etc.




Quando as filmagens de Gilda terminaram, Rita anunciou o fim de seu casamento com Orson Welles. Ela até começou a se relacionar com Tony Martin. Mas, logo voltou para Orson...


Em 1946, estreou Gilda, e o sucesso foi imediato, não só entre os homens, mas também entre as mulheres, que queriam ser Gilda...




Logo em seguida, Rita começou a gravar  Down to Earth (Quando os Deuses Amam), onde interpretou a deusa da música e da dança Terpsícore, que vem à Terra para castigar mortais que usavam seu nome num musical que era uma farsa...